A Bitcoin vem crescendo rumo à adoção do grande público, e os valores pelos quais são comercializados não param de subir. Mas outra coisa que também vem subindo com a popularização da criptomoeda é o consumo de energia causado por sua
mineração virtual. Uma pesquisa recente revelou que essa prática já consome mais eletricidade do que mais de 20 países da Europa.
Quem conduziu a pesquisa foi a empresa britânica de comparação de preços de energia, a Power Compare. Eles descobriram que o volume de eletricidade necessário para se minerar a quantidade de Bitcoins atual já equivale ao consumo de 159
países individuais, incluindo a Irlanda, Croácia, Sérvia, Eslováquia e Islândia.
Ainda, em todo o continente africano, apenas três países consomem mais energia elétrica do que a mineração mundial de Bitcoins, sendo eles a África do Sul, Egito e Argélia, enquanto, no resto do mundo, constam países como o Equador,
Porto Rico e Coreia do Norte.
Segundo a Power Compare, o consumo estimado de eletricidade atual da mineração de Bitcoin é de 29,05 TWh, o que equivale a 0,13% das necessidades globais de energia elétrica. Isso significa que, caso a mineração da moeda virtual fosse um
país, ele estaria classificado no 61º lugar no ranking mundial de consumo de eletricidade. E o país fictício subiria rapidamente nessa lista, já que, também segundo a empresa que conduziu o estudo, a mineração de Bitcoin aumentou o
consumo de energia em quase 30% somente nos últimos 30 dias.
Fechando o relatório, os pesquisadores apontaram que os custos anuais de eletricidade para a mineração de Bitcoins estão estimados em US$ 1,5 bilhão.
Bitcoin
Foto: Canaltech
Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são"), já dizia a famosa citação latina. Não à toa, a sociedade está cada vez mais atenta com sua saúde. Hábitos prejudiciais considerados normais outrora dão lugar a práticas saudáveis.
O número de pessoas que realiza exercícios físicos e mantém uma boa alimentação é crescente. Conforme levantamento realizado pela Cypress - assessoria financeira focada em fusões e aquisições - a expectativa é que, entre 2017 e 2018, o
setor da saúde movimente cerca de R$ 5 bilhões.
Com o investimento, hospitais e consultórios terão maior acesso à tecnologia em todos os aspectos, desde equipamentos até a facilidade no agendamento e realização de consultas e exames por parte dos consumidores. Com a constante inovação
vivenciada nos dias atuais, a tendência é que os clientes sejam cada vez mais capazes de encontrar e entrar em contato com especialistas de diversas áreas da saúde, melhorando a relação entre médico e paciente.
Uma outra grande oportunidade é desenvolver a cultura de prevenção. As pessoas têm a tendência de procurar um médico apenas em situações de emergência. Com o suporte de ferramentas de Business Intelligence (BI), por exemplo, os pacientes
poderão contar com comunicações regulares que os alertem sobre períodos para a realização de check-ups, ajudando na prevenção de doenças, sobre seus tratamentos e lembretes para retorno ao especialista, e até a regularidade de medicações
e hábitos saudáveis, como a prática de exercícios, hidratação e alimentação equilibrada.
Entretanto, a implantação da tecnologia com a finalidade de estreitar os laços entre médico e paciente deve ser realizada com cuidado. Como grande parte do público é da terceira idade, a adaptação ao uso de novos dispositivos pode
dificultar o acesso aos serviços. Uma saída para essa situação é ser multicanal. Com a utilização de ferramentas complementares por parte dos consultórios, as pessoas menos conectadas possuem alternativas que envolvem métodos mais
presentes em suas rotinas, como o agendamento e contato por telefone, chat e WhatsApp.
De qualquer forma, é inegável que a evolução digital é algo cada vez mais presente no cotidiano do brasileiro. O passo para o acesso democrático e popular à saúde já é uma realidade e terá cada vez mais espaço, como já acontece na hora
de pedir um táxi, uma comida delivery ou procurar uma casa para alugar.
*Mauricio Sanches Trad é CEO do Doutor123, plataforma online de serviços de saúde por preços acessíveis.
Recentemente tive a oportunidade de trabalhar com um grupo de cerca de 60 engenheiros de diferentes especialidades. O objetivo foi realizar uma enquete interativa sobre quais tecnologias seriam as responsáveis por causar mais impacto em
suas vidas. Afinal, vivemos um verdadeiro tsunami tecnológico, no qual vimos nascer e morrer todos os dias diversas inovações.
O que surge como novidade revolucionária hoje torna-se obsoleto amanhã diante de uma nova e, mais radical, inovação. Pense nos aplicativos de chamada de táxi e no Uber e, quem sabe, em um Uber gratuito amanhã, no qual você fosse obrigado
a assistir propagandas o tempo todo, responder pesquisas de consumidor e coisas assim.
Partimos originalmente de 29 tendências tecnológicas, que vão desde big data, internet das coisas, experiência do consumidor, nanotecnologia e computação quântica. Essas tendências foram peneiradas do movimento 100 Open Startups, que tem
a funcionalidade de registrar novas iniciativas de negócios e conectá-las a corporações e investidores. Aparecem classificadas por tecnologia nesse ambiente mais de 4.000 startups, justamente as apostas dos jovens mais conectados e
talentosos. Portanto, é bom olhar com atenção para elas.
Por meio de uma dinâmica de pesquisa interativa, o grupo escolheu as top 10, nas quais apostaria se fosse investir. São as mesmas que recomendaríamos a essas empresas caso tivessem que investir fortemente para se manterem ainda mais
competitivas e inovadoras em um mercado em forte e em constante transformação.
Compartilho aqui quais foram as tecnologias escolhidas, como as que mais irão impactar o futuro. Podemos tranquilamente olhar para elas também como as que vão mudar as decisões estratégias na empresa em que trabalhamos e, portanto, nosso
trabalho, nossos empregos e nossas vidas. As tendências estão listadas por ordem de prioridade:
Tecnologias limpas: Serviços e produtos inovadores que são superiores em termos de performance e reduzem os impactos ecológicos, além de contribuírem para uma maior produtividade e responsabilidade em relação aos recursos.
Big Data: Geração de dados de transações financeiras por diferentes tipos de sensores e medidas, redes sociais e outras fontes que aumentam exponencialmente em termos de volume, variedade e velocidade.
Carros Autônomos: Veículos terrestres de transporte de pessoas ou bens sem a utilização de um condutor humano. Com a integração de um conjunto de tecnologias de sensores, sistemas de controle e atuadores para analisar o ambiente e
determinar as melhores opções de ação e executá-las de forma mais segura e confiável.
Internet das Coisas: Tecnologias que permitirão que os objetos da vida cotidiana estejam conectados à internet e entre si, agindo de modo inteligente e sensorial.
Nanotecnologia: Criação, manipulação e exploração de materiais com escala nanométrica (10 elevado a -9), por meio da reestruturação atômica. Máquinas e equipamentos que potencializarão a fabricação de produtos mais seguros, duráveis,
inteligentes e muito menores.
Pagamentos Mobile, Digital e Bitcoins: Instrumentos utilizados para liquidação financeira de uma operação, que requeiram a existência de canais de distribuição e infraestrutura para a captura e o processamento das transações.
Máquina para Máquina: Conexão de máquinas para máquinas e de máquinas com ferramentas, que permitirá um novo alcance de aplicações para melhorar a produtividade e aumentar a eficiência.
Gamificação: Estratégia de interação entre pessoas e empresas com base em incentivos que engajam o público de maneira lúdica, que instiga duas fortes características do ser humano: a cooperação e a competitividade.
Modelos inovadores de negócios e serviços: Empresas baseadas em ciência ou tecnologia com modelos de negócios completamente novos.
Economia Colaborativa e Compartilhada: Sistema socioeconômico construído em torno da partilha de recursos humanos e físicos (crowdsourcing). Ela inclui a criação, produção, distribuição, comércio compartilhado e consumo de bens e
serviços por pessoas e organizações diferentes, de diversos lugares e culturas.
Diante dessas inovações, o que você afirmaria? Sua empresa está preparada para esse movimento de inovação constante? Quais dessas tecnologias irão mudar o seu emprego, a sua empresa, a sua vida?
* Valter Pieracciani é empresário, escritor e sócio-diretor da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas - Consultoria em Inovação
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) determinou que as operadoras Oi, Claro, Algar Telecom e Sercomtel deverão reduzir as tarifas cobradas por assinaturas e minutos em ligações locais e interurbanas realizadas por telefones
fixos. As normas foram publicadas nesta terça-feira (07), no Diário Oficial da União, e também permitem que a Vivo aumente os valores cobrados.
A queda nos preços, entretanto, deve ser irrisória. A Algar e a Oi, por exemplo, são as empresas que terão a maior redução em seus valores: 0,24%, de acordo com a Anatel. No caso da Claro, a queda deve ser de 0,10%, enquanto que para a
Sercomtel a diminuição será de apenas 0,02%. O percentual de aumento nas tarifas cobradas pela Vivo também é baixo, de apenas 0,76%.
De acordo com as estimativas do governo, 4,3 milhões de usuários de planos básicos devem ser atingidos pela redução, assim como um sem número de clientes que usam a operadora Claro para a realização de chamadas interurbanas. As quedas
também atingem os valores cobrados pela habilitação de linhas e assinaturas mensais.
Além de serem obrigadas a reduzirem os preços cobrados, as operadoras de telefonia devem anunciar os novos valores na grande imprensa, bem como em seus portais próprios, no máximo dois dias antes de sua aplicação aos usuários. A medida
de transparência é exigida em todo reajuste de tarifas que atinja a categoria básica de serviços.
Durante as deliberações que levaram aos números divulgados nesta terça, a Anatel avaliou um cenário de queda nos preços cobrados pela telefonia fixa no Brasil. De acordo com a agência, os preços cobrados no país caíram 3,9% no último
ano, enquanto o IPCA, índice que registra a flutuação de preços para o consumidor, teve alta de 6,1%.
Telefonia
Foto: Espaço Belém / Canaltech
Qual designer não passou uma boa parte do seu tempo procurando o nome daquela fonte maneira para instalar e usar no seu projeto? Agora a vida desses profissionais pode ficar mais fácil. O WhatTheFont, que já possuía um serviço online e
plugins para Corel Draw, agora também está disponível como um aplicativo para celular. O app promete reconhecer mais de 100 mil fontes.
O funcionamento do serviço é simples: basta apontar a câmera do celular, usando o aplicativo, que ele fará uma varredura para encontrar todas as fontes que ele enxergar em uma mesma imagem, além de também apontar fontes similares. A
mecânica é bem menos complexa do que o caminho exigido pelo serviço online, onde é necessário tirar um print, ou subir uma foto e especificar a área da fonte para que aí sim o software fazer o trabalho. O aplicativo utiliza machine
learning para identificar rapidamente e com precisão qual é a fonte enxergada.
As fontes reconhecidas podem ser compartilhadas nas redes sociais ou compradas por meio do MyFonts, serviço homônimo da empresa que desenvolveu a plataforma web e o aplicativo.
É a primeira vez que um serviço de reconhecimento de fontes é portado para um app móvel. O WhatTheFont já está disponível para Android e iOS.
what the font
Foto: MyFonts / Canaltech










