Rede Mete a Colher busca crowdfunding para lançar ferramenta que se propõe a dar apoio psicológico, emocional e jurídico para mulheres
Seis jovens mulheres de Recife se reuniram para levantar fundos para a criação de um aplicativo que tem como missão prevenir a violência doméstica e ajudar mulheres a deixarem relacionamentos abusivos.
Batizado de “Mete a Colher”, o app já conta com versão beta. Porém, com a campanha lançada no site Benfeitoria, o objetivo é arrecadar R$ 45 mil para oferecer ferramenta com mais recursos, assim como ampliar o alcance da rede Mete a Colher.
A campanha conseguiu, até então, levantar 31% de sua meta e está a 11 dias de finalizá-la. Segundo Renata Albertim, uma das responsáveis pelo projeto, a campanha é do tipo “ou tudo ou nada”, isso significa que se não levantar a quantia total, o aplicativo não terá recursos necessários para ser desenvolvido.
Proposto por um coletivo de mulheres, o "Mete a Colher" nasceu como uma rede colaborativa durante evento de empreendedorismo, o Startup Weekend Women, em Recife. Na ocasião era preciso criar um serviço inovador que se propusesse a resolver um problema social.
Após se deparar com estatísticas recentes, entre elas a que conclui que uma mulher morre vítima de violência doméstica a cada 1h30, segundo dados do Ipea de 2015, a equipe decidiu criar o projeto.
“Foi muito chocante olhar para esse dado e perceber também que a equipe era toda composta por mulheres. Na hora todas tinham a certeza que esse era o problema que iríamos buscar solucionar”, lembra Renata.
Empoderamento
Logo após lançamento da página “Mete a Colher” no Facebook, a iniciativa passou a receber contato de mulheres vítimas de violência doméstica. A primeira solicitação foi de uma mulher no estado do Paraná, contato que também serviu para dar dimensão do alcance da rede. Atualmente, a página conta com mais de 38 mil seguidores.
A nova versão do aplicativo será mais completa, explica Renata. “A versão beta é bem diferente, ela facilita denúncias. Depois que o evento passou, conversando com advogados da área, nos demos conta que a questão não era tão simples onde apenas um botão resolveria”, diz Renata.
Ao mesmo tempo, muitas mulheres entraram em contato com a página querendo ajudar a iniciativa. “Temos um grupo fechado para ajudar essas mulheres que entram em contato e até então quem ajuda somos nós. A rede tem funcionado de forma orgânica”, resume.
A próxima etapa busca ampliar a rede, além de poder dar uma resposta mais rápida às vítimas. A ideia é conectar uma mulher que precisa de ajuda a uma mulher que esteja próxima e disposta a ajudar. Ao construir uma rede de mulheres de diferentes áreas, seja jurídica, psicológica e até mesmo indicações de emprego e abrigo, a meta é dar um apoio mais completo para empoderar mulheres vítimas de violência doméstica.
“Acredito que o app vai potencializar esse alcance. Queremos tornar o ambiente mais seguro, com criptografia, onde as mensagens se auto-apaguem. Da mesma forma, o app só dará acesso a mulheres. Queremos um ambiente seguro e rápido para quando uma mulher pedir ajuda jurídica, uma outra receberá a notificação e poderá se prontificar a ajudar”, prevê Renata.
Para contribuir com o "Mete a Colher", acesse o site. As contribuições são a partir de R$ 15 e as recompensas vão desde agradecimentos a ingressos em palestras presenciais sobre igualdade de gênero.
Contratação de Shaun Stewart pode indicar planos do Google em criar um serviço a partir de sua frota de carros sem motorista
A mais nova contratação para o projeto de carros autônomos do Google reforça a ideia de que a companhia tem planos em se tornar empresa independente no setor automotivo.
Shaun Stewart, o novo funcionário da Alphabet (holding que detém o Google), foi o executivo-chefe do Airbnb desde 2014 e agora assume como diretor da iniciativa de carros da gigante de tecnologia.
A contratação de Stewart segue a saída de Chris Urmson, então diretor técnico do projeto e que deixou a companhia há cerca de um mês.
Stewart terá como missão ajudar a comercializar a tecnologia de direção autônoma, que se encontra em desenvolvimento há mais de sete nos. O executivo reportará diretamente a John Krafcik, ex-executivo da Hyundai e quem encabeça a iniciativa no Google como CEO desde 2015.
O site Recode observa que a contratação de Stewart pode indicar planos do Google em também criar um serviço a partir de sua frota de carros.
Até então, o Google tem quase 60 veículos equipados com a tecnologia autônoma e que já percorreram mais de 2 milhões de quilômetros nos Estados Unidos.
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Trata-se da maior aproximação de uma sonda ao planeta gasoso já registrada na história
Após uma longa viagem de cinco anos e 716 milhões de quilômetros, a sonda norte-americana Juno fez história ao entrar na órbita de Júpiter há cerca de dois meses.
Agora, o veículo espacial faz história novamente ao realizar seu primeiro sobrevoo orbital. Segundo a NASA, o veículo esteve a apenas 4.200 quilômetros do planeta no último sábado – trata-se da maior aproximação de uma sonda ao planeta gasoso já registrada na história. Cientistas esperam imagens em alta resolução nos próximos dias.
A missão é um marco na trajetória da exploração espacial, uma vez que além do nível de sua complexidade, é a primeira vez que Júpiter será visto abaixo da cobertura densa de suas nuvens.
A sonda tem como missão coletar dados e materiais da atmosfera do planeta, análises essas que contribuirão para a compreensão do Sistema Solar e a vida como conhecemos na Terra.
Chefe da equipe na NASA, Scott Bolton, informou que a sonda está enviando dados iniciais intrigantes. "Estamos numa órbita que ninguém nunca esteve antes, e essas imagens nos darão uma nova perspectiva sobre este mundo de gás gigante", ressaltou Bolton.
Até o fim de sua missão, ainda está previsto que a sonda espacial realize outros 35 voos rasantes em Júpiter, mas nenhum deve ser tão próximo como o deste sábado.
Recurso permite que usuários escrevam um post que poderá ser visualizado por outros em diferentes idiomas
O Facebook está dando um grande passo para ajudar usuários ao redor do mundo a se conectarem com mais pessoas ao ajudá-los a compartilhar posts e comentários em vários idiomas.
A rede social anunciou nesta sexta-feira (01) que seus desenvolvedores criaram uma espécie de "compositor multi-idiomas", que começa a ser testado hoje entre uma parcela de usuários.
Em resumo, a ferramenta permite que usuários escrevam um post que aparecerá em diferentes idiomas. No caso, outros usuários conseguirão ver o mesmo post em seu idioma de preferência.
“Pessoas usam o Facebook para compartilhar informações e ideias em diferentes idiomas”, escreveu a companhia em um post publicado em seu blog. “Na verdade, 50% da nossa comunidade fala um idioma que não o inglês e a maioria das pessoas não fala outros idiomas, então nós estamos sempre pensando em formas que ajudem a remover a barreira linguística para conectar mais pessoas no Facebook.
Qualquer pessoa que faça parte do grupo de teste pode habilitar o recurso ao buscar pela seção Idioma em Configurações.
Segundo o Facebook, por enquanto o recurso fica disponível apenas para desktop, mas outros usuários do grupo de teste conseguirão ver posts em multi-idiomas em todas as plataformas.
A companhia já havia começado a testar o compositor multi-idiomas com o Facebook Pages no início desse ano. De acordo com o Facebook, o recurso está sendo usado por cerca de 5 mil páginas para publicar aproximadamente 10 mil posts por dia, em média. Tais posts recebem, no total, 70 milhões de visualizações diárias, com 25 milhões dessas visualizações sendo vistas em outro idioma que não o original publicado.
Para entregar a nova habilidade, engenheiros usam tradução de máquina e tecnologia de identificação de idioma para determinar qual linguagem usuários precisam ver posts na plataforma.
Da mesma forma, quando escreverem uma publicação, usuários receberão a opção de escrevê-la em outros idiomas.

Competição estimula a criação de robôs capazes de trabalhar no inóspito planeta vermelho e que tenham autonomia para ser útil a astronautas
Engenheiros da NASA querem enviar robôs humanoides a Marte para que eles possam ajudar astronautas a construírem habitats, além de ajudar no cultivo de comida e tornar água em potável.
Para isso, a agência espacial abriu nessa quinta-feira (17) inscrições para equipes competirem pelo prêmio de US$ 1 milhão do Space Robotics Challenge.
O desafio visa encorajar o desenvolvimento de robôs que são capazes de trabalhar no ambiente inóspito de Marte e que tenham força suficiente, precisão e autonomia para ser útil para humanos.
A rodada inicial será para qualificar as equipes e acontece entre setembro e novembro. Equipes que vencerem nessa etapa competirão nas finais em junho.
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A competição será feita em ambiente virtual, usando software e não robôs físicos.
De acordo com a NASA, os sistemas virtuais terão de assumir as consequências de uma tempestade de poeira que danificou um habitat marciano. Os sistemas vencedores terão de dominar três objetivos: alinhar um satélite, reparar um painel solar e consertar um vazamento de um habitat.
Cada equipe precisará construir um robô virtual que tenha como referência o Robonaut 5, da NASA, para assumir tarefas simuladas. O Robonaut 2, predecessor do R5, tem trabalhado na Estação Espacial Internacional desde 2011.
Quando começou a trabalhar, o robô foi montado em uma base e não tinha pernas, foi somente em 2014 que a NASA enviou um par de pernas para o R2. A expectativa é que o robô, que assume tarefas domésticas como limpar a estação, receba um dia tarefas maiores, até mesmo trabalhar fora da estação espacial e poupar humanos de tarefas perigosas como caminhadas espaciais.
Qualquer software feito com sucesso durante o desafio poderia ser aproveitado em diferentes sistemas robóticos da NASA.
A agência espacial Americana está trabalhando no desafio ao lado do Space Center Houston, o Johnson Space Center e a consultoria global de inovação NineSigma.











