Durante evento nesta semana, James Comey ainda disse que a prática é comum em escritórios do governo dos EUA.
O diretor do FBI, James Comey, defendeu nesta semana que os usuários coloquem uma fita adesiva para tampar a webcam dos seus computadores como uma medida de segurança.
A afirmação de Comey foi feita durante a conferência Center for Strategic and International Studies, quando um jornalista perguntou, “Você ainda usa um pedaço de fita para cobrir as suas câmeras em casa?”, ao que o diretor do FBi foi bastante enfático para responder e ainda explicou que essa é uma prática comum nos escritórios do governo.
“Se você entrar em qualquer escritório do governo, todos temos as nossas pequenas câmeras que ficam no topo da tela. Elas todas possuem uma pequena cobertura para cobri-las. Você faz isso para que pessoas que não possuem autoridade não te vejam. Penso que isso é uma coisa boa.”
Comey ainda disse que a maioria dos americanos tomam como algo garantido que os seus computadores podem protegê-los de hackers e outras práticas maliciosas na Internet.
Chamado de Lampix, gadget futurista deve ser lançado até o fim de 2017 com preço sugerido de US$300.
A Lampix pode parecer comum, mas não julgue essa lâmpada pela sombra. O aparelho pode levar realidade aumentada para a sua sala de estar graças a alguns componentes especiais embutidos, como um Raspberry Pi, uma câmera de 8MP e um projetor de 400 lumens.
Por meio de uma conexão Wi-Fi, o usuário pode enviar qualquer coisa do seu smartphone ou computador para a lâmpada para projeção em uma superfície planada de sua escolha. A câmera embutida da Lampix pode rastrear objetos e partes do corpo e inferir as suas interações com a surperfície.
No jogo Tower Defense, por exemplo, os usuários podem colocar cápsulas de Nespresso no caminho de um rastro de cubos em movimento. E as cápsulas de Nespresso, que aqui representam torres no jogo, podem então atirar nos cubos.
Além de games, a empresa espera levar essa função para outras áreas. Já fechou uma parceria com a Nespresso para permitir que os clientes acionem a descrição sobre o sabor de uma cápsula em particular quando ela é colocada no local indicado.
O cofundador e CEO da Lampix, George Popescu, disse que foi importante criar um produto que pudesse melhorar a experiência de compra sem ser intrusivo.
Por exemplo, uma loja poderia colocar uma Lampix sobre um produto e mostrar reviews desse produto no balcão ou na parede atrás dele. Mas os usuários podem fazer esse review desaparecer ao mexer as mãos.
Talvez o recurso mais interessante da Lampix seja permitir que os usuários mexam com pedaços de papel como se eles fossem documentos digitais. Assim, os usuários podem copiar, colar e fazer upload de conteúdos do papel, e até mesmo buscar por termos nele. Eles também podem colaborar com outra pessoa no mesmo projeto, uma vez que a Lampix mantém registro das mudanças em tempo real.
Obviamente que usar um projetor possui as suas desvantagens. A Lampix não funciona bem em ambientes com muita luz, em superfícies muito brilhantes ou em vidro. A empresa afirma que planeja lançar um modelo mais caro do produto com um projetor mais poderoso que permitirá que a Lampix funcione em ambientes de luz brilhante.
De acordo com a fabricante, a Lampix deve chegar no último trimestre de 2017 com preço em torno de 300 dólares. O produto virá com alguns aplicativos e uma API para que os desenvolvedores possam usar a Lampix nos seus próprios apps.
Fabricante apresentou projeto de headset que terá design e especificações abertas. Companhias poderão replicar e personalizar a tecnologia
A Intel acredita que, no futuro, headsets possam assumir uma nova classe de computadores e, tendo isso em vista, a companhia pode desenvolver chips dedicados a esses dispositivos.
Recentemente, a fabricante de chips apresentou seus planos para a realidade aumentada e virtual com seu Projeto Alloy, um headset semelhante ao HoloLens da Microsoft que consegue combinar imagens do mundo real ao mundo virtual. O Projeto Alloy ficará disponível para fabricantes de PC o replicarem, mas a Intel também enxerga aí um potencial mercado para chips dedicados à realidade mista.
O Projeto Alloy é um óculos, em fase de protótipo ainda, que roda na plataforma Windows Holographic da Microsoft e poderia suportar outras plataformas de VR e AR futuramente.
Segundo a Intel, seu design e especificações serão open-sourced e a expectativa é que ele esteja disponível no início do próximo ano. Fabricantes de PC já expressaram interesse em fazer os headsets baseados no design da Intel.
Assim como fez com PCs, a Intel está tentando oferecer orientações para fabricantes de dispositivos em como desenvolver headsets, além de integrar hardware e resolver questões nas câmeras, ao mesmo tempo oferecendo ideias na produção da tecnologia, disse Venkata Renduchintala, presidente para a divisão de negócios de Internet das Coisas na Intel.
Por enquanto, o headset do Projeto Alloy conta com um chip de laptop Skylake. Recentemente, a Intel anunciou novos chips chamados Kaby Lake, porém não revelou ainda um chip específico para computadores-headset do tipo “tudo em 1” nessa linha.
No passado, a Intel ofereceu designs de referência para ultrabooks, laptops e smartphones, mas desta vez está tornando aberto o design do Projeto Alloy. Antes, as especificações previamente definidas diziam respeito a espessura e tamanho de tela, por exemplo, no caso de produtos como ultrabooks e handsets, e fabricantes de PCs foram solicitadas para aderirem as especificações.
A companhia espera que fabricantes de dispositivos usem o design de referência para moldar os headsets de realidade mista em diferentes formatos e tamanhos.
A expectativa de analistas é que o mercado de óculos de VR e AR cresça, e faz sentido para que a Intel tenha chips voltados para a nova tecnologia. Segundo a IDC, devem ser vendidas 9,6 milhões de unidades de headets de VR/AR neste ano e 110 milhões de unidades até 2020.
Tecnologia consegue ler através da capa de livro. Sistema usa câmera terahertz padrão para concluir feito
Um novo sistema de imagens da MIT consegue ver através da capa de um livro e lê-lo.
O feito se dá graças, e principalmente, à radiação terahertz, a banda de radiação eletromagnética entre microondas e luz infravermelha, e as minúsculas lacunas de ar entre as páginas de qualquer livro fechado.
A radiação terahertz pode distinguir entre tinta e papel em branco de uma forma que os raios X não pode, e também oferece profundidade de resolução muito melhor do que o ultrassom.
O novo sistema protótipo desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Georgia Tech usa uma câmera terahertz padrão para emitir rajadas de radiação ultracurtas e então medir quanto tempo leva para que a mesma seja refletida de volta. Um algoritmo, em seguida, mede a distância a cada uma das páginas do livro.
Alimentado com esses dados, o sistema utiliza duas medidas diferentes de energia das reflexões para extrair informações sobre as propriedades químicas das superfícies reflectoras. Ao mesmo tempo, se "esforça" para filtrar o "ruído" irrelevante produzido ao longo do caminho. Dessa forma, consegue distinguir o papel com tinta do papel em branco, usando um algoritmo separado para interpretar as imagens muitas vezes distorcidas ou incompletas como cartas individuais.
Os pesquisadores testaram seu protótipo em uma pilha de papéis, cada um com uma letra impressa sobre ele, e descobriram que ele poderia identificar corretamente as letras sobre as nove folhas superiores.
O Metropolitan Museum de Nova York tem manifestado interesse no sistema como uma forma de examinar livros antigos sem tocá-los, disse Barmak Heshmat, um cientista da pesquisa no MIT Media Lab.
A tecnologia pode ser utilizada para analisar qualquer material organizado em camadas finas, tais como revestimentos de peças de máquinas ou de produtos farmacêuticos.
Um artigo descrevendo o trabalho foi publicado na Nature Communications.
Cientistas projetam impacto da tecnologia no transporte, educação, segurança. Todas as áreas serão afetadas pelas máquinas inteligentes
Até o ano de 2030, a Inteligência aArtificial (I.A.), terá mudado a nossa forma de ir para o trabalho, de cuidar da nossa saúde e de como nossos filhos serão educados.
Esse é o consenso entre especialistas acadêmicos e de tecnologia que participam no estudo "One Hundred Year Study on Artificial Intelligence", da Universidade de Stanford.
Focado em tentar prever os avanços da Inteligência Artificial, bem como os desafios éticos decorrentes, o grupo divulgou esta semana o seu primeiro relatório: “ Artificial Intelligence and Life in 2030". Aborda temas como saúde, segurança, entretenimento, educação, robôs de serviço, transporte e comunidades pobres - e tenta prever como as tecnologias inteligentes afetarão a vida urbana.
Os pesquisadores esperam que, ao pensar sobre o futuro, eles possam antecipar as mudanças - os benefícios e os problemas - que a Inteligência Artificial pode trazer, para que cientistas e legisladores possam estar melhor preparados para lidar com eles.
É sabido e alardeado que a Inteligência Artificial pode levar a mudanças significativas no mercado de trabalho, com o uso crescente de como robôs e sistemas inteligentes assumindo postos de trabalho mais qualificados, bem além daqueles mais operacionais, incluindo processos decisórios.
Os robôs já estão maciçamente presentes no ambiente industrial, mas estamos apenas começando a ver sua aplicabilidade em serviços. Muitas atividades do setor de serviços serão realizadas por robôs.
Por outro lado, soluções de Inteligência Artificial (Deep Learning, Processamento de Linguagem Natural, Computação Cognitva, etc) vão abrir novos postos de trabalho. O primeiro deles será o dos analistas de dados, necessários para dar sentido a todas as informações geradas a partir sistemas inteligentes.
O trabalho deve começar agora para descobrir como ajudar as pessoas a se adaptarem durante o rápido processo de mudanças pelo qual a economia passará, quando empregos existentes serão perdidos e os novos serão criados.
"Até agora, a maioria do que se sabe sobre Inteligência Artificial vem de livros de ficção científica e filmes ", disse Stone. "Este estudo fornece uma base realista para discutir como as soluções de Inteligência Artificial vão afectar a sociedade".
Quanto mais cedo entendermos os impactos das mudanças, mais preparados estaremos.
Por fim, tece considerações sobre os cuidados a serem tomados durante o processo, partindo do princípio de que o objetivo das aplicações de inteligência Articial deva ser sempre o de criar valor para a sociedade.
Cuidados devem ser tomados para aumentar e melhorar as capacidades humanas e a interação, e para evitar a discriminação e determinados segmentos da sociedade.
As políticas públicas e de governança deverão primar por assegurar a equidade, segurança, privacidade e minimizar os impactos sociais do uso crescente de sistemas inteligentes.










