Muita gente tem o sonho de visitar a Estação Espacial Internacional (ISS) e ver a Terra lá do alto. E no que depender da
Roscosmos, a agência espacial russa, esse sonho poderá ser realizado em um futuro não muito distante, graças à construção de
um hotel espacial luxuoso que ficará orbitando o nosso planeta.
Estação Espacial Internacional
Foto: Divulgação / Canaltech
Segundo o projeto, o hotel pesará 20 toneladas e será acoplado à ISS, com módulos contendo quartos de dormir, banheiros
adaptados, uma área de lazer, equipamentos para exercícios físicos e Wi-Fi. Estima-se que os custos para a construção do
empreendimento fiquem entre aproximadamente US$ 279 milhões e US$ 446 milhões.
Quanto ao design do hotel espacial, ele será similar ao Science and Power Module (NEM-1), que está em construção pela agência
russa e será acoplado à ISS em 2021. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com empresas privadas e financiamentos
estatais, e os primeiros interessados em se hospedar por lá já estão reservando suas estadias, antecipando pagamentos para
ajudar a financiar o projeto.
Pelo menos 12 pessoas precisam compras suas passagens e estadias antecipadamente, sendo que um único passageiro pagará US$ 40
milhões no total para custear a viagem e a hospedagem no hotel espacial, com estadia que durará entre 1 e 2 semanas. Já quem
quiser ficar um mês curtindo as férias no espaço, pagará US$ 20 milhões adicionais.
Contudo, a coisa não será assim tão simples de sair do papel, mesmo com tantos investimentos em vista. Acontece que a Estação
Espacial Internacional está programada para ser aposentada em 2028, sendo que o módulo do hotel seria acoplado à ISS somente
em 2022 (se tudo der certo, sem considerar imprevistos e atrasos), mas ainda precisaria de outros sete anos para ter sua
construção finalizada. Sendo assim, resta saber se a ISS permanecerá ativa na órbita da Terra por mais tempo, permitindo que
o projeto do hotel luxuoso da Rússia seja concretizado.
Em outubro, cientistas descobriram um objeto para lá de misterioso visitando o Sistema Solar, proveniente de outras regiões
no espaço. Com um formato pontiagudo bizarro, o objeto batizado de Oumuamua vem sendo estudado arduamente para que se
descubra não somente sua origem, mas do que ele se trata, efetivamente.
Oumuamua
Foto: Canaltech
Agora, os pesquisadores descobriram que o Oumuamua é coberto por uma espécie de camada de isolamento composta por elementos
orgânicos, deixando a coisa ainda mais misteriosa, até porque este é o primeiro objeto já descoberto no Sistema Solar que não
é proveniente do nosso quintal espacial.
Há quem suspeite que o objeto seja um artefato alienígena enviado para nos estudar, mas tudo indica que o Oumuamua seja,
mesmo, somente um objeto natural e inusitado para os nossos padrões. Contudo, ainda se sabe muito pouco a seu respeito para
tirar qualquer conclusão do tipo.
Os estudos iniciais revelaram que a rocha possa ter vindo de um corpo congelado no espaço, não se tratando de um cometa, mas,
sim, tendo água congelada em seu interior. "Nosso estudo diz que esse objeto poderia ser de natureza gelada, mas não
detectamos esse gelo devido ao fato de ele ter sido assado por radiação energética entre as estrelas por centenas de milhões
de anos, ou mesmo bilhões de anos", explicou Alan Fitzsimmons da Queens University Belfast, principal autor de um dos
estudos que estão em andamento sobre o Oumuamua.
Quanto ao revestimento orgânico, ele foi detectado por meio da espectroscopia, que analisa a luz sendo refletida a partir de
sua superfície, sendo dividida em comprimentos de onda. Então, ao analisar essas medidas, os cientistas descobrem a
composição do objeto. Já sobre sua origem, como o Oumuamua não se assemelha com nenhum objeto espacial já descoberto no
Sistema Solar, é natural partir do princípio de que ele tenha vindo de fora, uma vez que cometas e asteróides foram
comprovadamente expulsos do nosso sistema estelar quando ele foi formado. Portanto, é razoável assumir que a mesma coisa
aconteça em outros sistemas.
No momento, a rocha segue sendo observada durante seu trajeto pelo Sistema Solar, e os cientistas esperam descobrir a
existência de outros corpos do tipo para ampliar os estudos.
Como criador das Bitcoins, Satoshi Nakamoto também é um dos maiores detentores do mundo em quantidade de moedas, possuindo,
estima-se, 980 mil unidades do criptodinheiro. Por si só, esse total seria capaz de colocá-lo na 44ª colocação entre os
homens mais ricos do mundo, de acordo com o prestigiado ranking da revista americana Forbes.
De acordo com as cotações mais recentes da moeda virtual, Nakamoto teria uma fortuna estimada em US$ 19,4 bilhões. É menos,
por exemplo, do que o cofundador da Microsoft, Paul Allen, e que a viúva de Steve Jobs, Laurene Powell Jobs. Por outro lado,
seria mais do que nomes consagrados da lista, como o príncipe saudita Alwaleed bin Talal e o magnata da BMW Stefan Quandt.
É, também, um montante que deve continuar crescendo, jogando o idealizador da moeda digital ainda mais adiante na lista - com
muitos já afirmando veementemente que, com o atual movimento, não deve demorar para que Nakamoto chegue ao top 10. Após
recordes sucessivos ao longo dos últimos meses, a valorização das Bitcoins, estimam os analistas, deve dar um pequeno recesso
neste final de ano, voltando ao patamar de aceleração nas primeiras semanas de 2018, principalmente depois que bolsas
internacionais e grandes bancos de investimentos lançarem opções com Bitcoins.
A principal questão por trás de toda essa fortuna, entretanto, é que se trata de dinheiro parado, com muitos entusiastas do
setor, inclusive, considerando que as moedas possuídas por Nakamoto estão perdidas para sempre. Não literalmente, claro, mas
pelo simples fato de que o idealizador do sistema, simplesmente, parece não querer nada com isso, já tendo entregado sua
criação ao mundo e não estando mais envolvido com o desenvolvimento ou progressão das moedas.
Sua identidade, por exemplo, é desconhecida. Ele já se identificou como um homem japonês de 37 anos de idade, mas mesmo isso
é refutado por entusiastas devido ao fato de Nakamoto falar inglês com perfeição, algo raro entre os nipônicos, além do fato
de não existirem expressões nem documentos publicados por ele em sua língua nativa. Pelo contrário, muitos acreditam que ele
seria britânico, justamente, pelo uso de maneirismos típicos do Velho Continente. Outra linha de teorização indica que ele
reside na América do Norte, Caribe ou América Central devido aos períodos de inatividade em seu trabalho, que corresponderiam
às horas de sono.
Em 2014, a revista Newsweek publicou reportagem afirmando que Dorian Prentice Satoshi Nakamoto, um japonês vivendo na
Califórnia, seria o criador das Bitcoins. Ele deu uma longa entrevista detalhando seu passado e também o trabalho com as
moedas, o que levou até mesmo a repórteres permanecerem na porta da sua casa durante dias. Depois, entretanto, ele voltou
atrás, afirmando ter interpretado mal as perguntas da repórter, enquanto uma mensagem publicada pela P2P Foundation,
gerenciada pelo verdadeiro responsável, após anos de atividade, também negou a descoberta da identidade.
Outros nomes possíveis são Hal Finney, já falecido, um dos primeiros a usar a arquitetura de blockchains, apesar de muitas
teorias o apontarem apenas como um amigo próximo; Craig Steven Wright, que já afirmou ser o idealizador das moedas, além de
ter tido evidências vazadas após uma invasão a seu e-mail - tudo falso, afirmam alguns entusiastas; e até mesmo Elon Musk,
que já negou tais afirmações publicamente.
Enquanto isso, o próprio Nakamoto permanece oculto, com muita gente acreditando que ele nem mesmo seria uma única pessoa, mas
sim um grupo de pesquisadores e especialistas na tecnologia. Seja como for, na medida em que a fortuna do misterioso criador
das Bitcoins aumenta, menores são as chances de ele dar as caras devido, justamente, à atenção recebida por aqueles que
passaram perto de serem revelados como tal. Se a ideia é permanecer fora dos holofotes, com tanta empolgação ao redor das
moedas virtuais, agora é que nada será revelado mesmo.
Bitcoins
Foto: divulgação / Canaltech
Inteligência Artificial (ou AI, na sigla em inglês) está em alta. Uma infinidade de empresas tem investido na tecnologia e o Gartner estima que quase todos os softwares terão AI integrada até 2020. Segundo a consultoria, essa deve ser
uma das cinco prioridades de investimento para mais de 30% dos CIOs pelo mundo.
No entanto, muito do que temos hoje não pode ser considerado AI, mas sim Inteligência Aumentada. A diferença pode parecer pequena, mas as aplicações desses conceitos funcionam de forma bastante distinta. A Inteligência Artificial é a
ideia de um sistema que reproduz a cognição humana e funciona de forma autônoma. Já a Inteligência Aumentada tem como base sistemas com tecnologia cognitiva que apoia o ser humano, seus planejamentos e análises.
As duas vertentes se iniciaram na década de 50, mas o termo Inteligência Artificial passou a ser aplicado de forma mais ampla, nomeando inclusive alguns produtos que são resultado de pesquisas em Inteligência Aumentada. E é nesta
tecnologia que eu aposto para o futuro. Isso por que o ser humano não será retirado da equação, do momento da decisão.
Há muitos riscos em uma Inteligência Artificial que, de fato, toma decisões por si só. Há, inclusive, uma infinidade de filmes apocalípticos sobre o tema. No mais famoso - O Exterminador do Futuro - a AI de uma empresa chamada Skynet se
rebela e passa a destruir o mundo. Guardadas as devidas proporções, fantasias e viagens no tempo, há de se convir que o ser humano precisa ter controle sobre a tecnologia. O próprio Stephen Hawking já disse que a inteligência artificial
pode acabar com a humanidade se não soubermos controlá-la.
Quando deixamos de lado o filme estrelado por Arnold Schwarzenegger e pensamos em algo palpável e próximo à nossa realidade, como os carros autônomos, os perigos reais começam a surgir. No caso de um acidente iminente e sem chances de
ser evitado, por exemplo, a máquina deverá escolher quem será ferido com mais gravidade ou até morrer. Como lidar com isso? Quem será responsável pelo acidente? Como as montadoras e seguradoras devem agir nesse caso?
Os dilemas morais, éticos, tecnológicos e de responsabilidade existem e precisarão ser enfrentados com muito cuidado se algum dia chegarmos a esse patamar. E esse tipo de questão torna as aplicações de AI pouco viáveis, porque retira o
ser humano da jogada e o substitui quase que completamente.
Já a Inteligência Aumentada se aproxima, de fato, do que há hoje. Podemos usá-la em aplicações que verificam informações online sobre diagnósticos e apoiam o parecer de um médico ou em análises financeiras parcialmente interpretadas que
suportam tomadas de decisão. Esse tipo de uso, com base na análise de dados e que caminha lado a lado com a decisão humana, é mais simples, eficiente e seguro.
Acredito que o ser humano é - e sempre será - essencial para tomar decisões. As máquinas não são capazes de captar e interpretar todas as nuances das nossas relações, ou mesmo ter algo próximo à inexplicável intuição. Isso é inerente da
nossa espécie. Esse é o uso que precisamos de imediato, e é nele que devemos investir, ao menos enquanto não soubermos como mitigar os riscos da Inteligência Artificial e transformá-la em algo que não sairá do controle.
*Marcelo Rezende é Country Manager da Qlik no Brasil
Inteligência Artificial
Foto: Canaltech
Em 2015, a Google anunciou que esperava que, dentro de dez anos, já estivesse funcionando completamente de forma sustentável. Então, no ano passado, a companhia começou a empregar a energia renovável em todos os seus data centers. Agora,
no finalzinho de 2017, a gigante comemora o cumprimento da meta de operar com 100% de energia renovável.
Google
Foto: Canaltech
Uma publicação no Twitter da Google foi feita para celebrar o feito histórico, deixando no passado o uso de energias geradas por meio da queima de combustíveis fósseis e outros que são danosos ao meio-ambiente.
Para alojar e gerir a imensidão de serviços que oferece, a Google conta com diversos centros de dados, que ficam espalhados pelo globo. Esses centros consomem uma quantidade absurda de energia para se manterem ativos 24/7, e, assumindo
sua responsabilidade para com a preservação de nosso planeta, a Google decidiu que somente usaria energias renováveis, o que requer um processo nada simples.
Para conseguir finalizar seus planos, a companhia comprou 3 centrais de produção de energia eólica. Com isso, a gigante garantiu o fornecimento de energia limpa para prover sua necessidade, que é de 2,6 gigawatts, envolvendo desde os
data centers até seus escritórios.










