Nesta terça-feira (30) Rick Osterloh, vice-presidente de hardware da Google, anunciou que a gigante das buscas fechou um acordo e adquiriu grande parte da equipe de design de hardware mobile da HTC.
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Foto: Canaltech
Avaliada em aproximadamente US$ 1,1 bilhão, a negociação envolve mais de 2 mil engenheiros da HTC, que passarão a trabalhar para a Google, mas permanecendo em escritórios em Taiwan. Segundo o executivo da Google, a ideia é que a "equipe
incrivelmente talentosa trabalhe em produtos ainda melhores e mais inovadores nos próximos anos".
Osterloh também reiterou que todos os planos de produção de aparelhos Android e de produtos de realidade virtual não serão afetados com a concretização do acordo e que boa parte dos funcionários da divisão de pesquisa e desenvolvimento dos smartphones da linha Pixel agora fazem parte da Google.
As negociações entre a Google e a HTC só reforçam o sucesso da parceria entre as duas empresas, que foi essencial para que os aparelhos da linha Pixel se tornassem realidade no mercado dos smartphones.
Embora os dispositivos móveis da gigante das buscas ainda estejam longe de alcançar empresas grandes como a Apple e a Samsung, é possível que a aquisição da HTC seja um dos passos decisivos para que a Google conquiste uma posição mais competitiva neste setor nos próximos anos.
Ainda que o cronograma possa mudar até lá, é fato que a humanidade vai colocar os pés em Marte em um futuro não muito distante. Só que ainda existem muitos desafios para a NASA superar antes que
isso seja possível, e um deles é como sustentar a vida por lá, tanto dos astronautas, quanto para os alimentos que eles precisarão cultivar por lá.
Para conseguir alimentar um habitat humano em Marte, será necessário muita energia. E esse é um dos desafios da NASA, que vem analisando soluções variadas para a questão. Agora, a agência espacial
está apostando em uma máquina especial que não somente consegue fornecer a energia necessária para a produção de alimentos e acomodação dos astronautas, como também pode ser um aparelho portátil
para sustentar explorações na superfície do planeta.
Chamado Kilopower, esse maquinário é composto por minúsculos reatores nucleares, e o mais bacana é que os primeiros testes com o equipamento já se mostraram bem-sucedidos. Ainda, com o equipamento
será possível produzir combustível em Marte. Segundo Patrick McClure e David Poston, da NASA, "o brilhantismo do Kilipower é sua simplicidade: com poucas partes móveis, ele usa uma tecnologia
inventada por nós em 1963".
Funciona assim: um tubo selado de calor faz circular um fluido ao redor do reator, que pega o calor e o leva ao motor Stirling. Então, essa energia térmica pressuriza o gás para conduzir um pistão
a um motor que gera eletricidade. Ao usar os dois dispositivos em conjunto, isso cria uma fonte de energia elétrica simples e confiável.
Diferentes versões do Kilopower já foram criadas em caráter de teste, gerando variadas cargas de energia, algo entre 1 kilowatt (suficiente para abastecer um aparelho eletrônico doméstico) e 10
kilowatts. De acordo com a NASA, são necessários 40 kilowatts para abastecer com eficiência um habitat humano em Marte, contando com a produção de combustíveis.
A escolha da energia nuclear é que ela é leve e confiável. Outras fontes de energia exigem muito combustível, deixando os maquinários muito mais pesados e difíceis de transportar, enquanto a
energia solar, por exemplo, exige constante iluminação solar para ser confiável - algo que não acontece muito em Marte. Ainda, a quantidade de painéis solares e baterias necessários para produzir
energia solar em Marte deixaria os foguetes muito pesados, o que, consequentemente, exigiria mais combustível para o lançamento e voo.
Agora, apostando na energia nuclear produzida por pequenos reatores em conjunto, a agência espacial pretende conduzir mais testes, a fim de obter os 40 kilowatts, e a coisa vai começar a acontecer
em março deste ano.
Antes essencial, o sistema poderá ver o seu lugar tomado pelos cada vez mais presentes assistentes virtuais, como Google Assistente e Alexa, da Amazon.
Amazon Echo conta com a assistente Alexa (imagem: Amazon)
Algo interessante aconteceu na feira de tecnologia CES 2018, realizada entre 8 e 12 de janeiro em Las Vegas. Não estou falando das keynotes, das sempre presentes novidades do mercado de TVs ou de
anúncios estranhos como os robôs-strippers.
Estou falando sobre o assunto presente de forma um tanto oculta em muitos dos principais anúncios feitos no evento e que esteve literalmente em quase todos os lugares. Pense nisso como um grito de
guerra: o assistente virtual chegou e todo o resto agora é secundário.
Não é nenhum exagero. Para o Google, a batalha que se aproxima é toda sobre Inteligência Artificial (IA) e os aparelhos usados para entregá-la. A empresa deixou claro que conseguir o maior número possível de usuários e parceiros para o Google Assistente é o seu principal foco daqui para frente – e, como parte disso, o antes essencial sistema operacional está se tornando uma figura bem menos central.
Ao contrário de rivais como Apple e Microsoft, o Google sempre foi uma companhia de plataformas cruzadas – e que, no final das contas, quer que você use os seus serviços de qualquer maneira, mesmo que não utilize o sistema operacional da empresa junto com eles. Mas, mesmo assim, o nível de atenção e recursos que estamos começando a ver direcionados ao Assistente marca uma mudança fundamental. É verdadeiramente o início de uma mentalidade “pós-sistema operacional”, onde a pergunta sobre qual sistema você usa dá lugar ao questionamento sobre qual assistente virtual você permitirá entrar na sua vida.
Para ser claro, essa é uma tendência que vem tomando forma já há algum tempo – e tudo isso se conecta naturalmente à noção do recém-descoberto foco do Google em si mesmo, em vez do Android ou do Chrome OS, como um ecossistema principal. Lembre do evento de hardware da gigante em outubro de 2017. Claro, vimos um novo smartphone, um novo laptop, alguns novos alto-falantes inteligentes, e um novo par de fones de ouvido. Mas o tema comum e o foco principal entre todos esses produtos era a integração deles com o Google Assistente e como eles mostravam de forma simples e direta os avanços em da companhia no campo de Inteligência Artificial.
Na CES 2018, o foco maior no Assistente deu um impulso para essa mesma campanha. Foi uma mensagem tanto aos fabricantes quanto aos consumidores: é para lá que estamos indo. Suba ou fique para trás.
E não é nada de outro mundo: isso porque todo o negócio do Google gira em torno da noção de anúncios on-line. Tudo que a empresa faz – incluindo, sim, as vendas de smartphones Android – no final das contas serve reforçar esse negócio. Mas, à medida que as pessoas passam menos tempo na web aberta e mais tempo usando apps e aparelhos conectados, o futuro do mercado de anúncios on-line passa a ser ameaçado por uma potencial irrelevância.
O Google Assistente, por outro lado, é feito para estar em todos os lugares. Está no seu smartphone, sim, mas também está a caminho da sua TV, dos seus fones de ouvido, e de todos os lugares da sua casa por meio de uma variedade de alto-falantes e telas. O Assistente e seus rivais também estão rapidamente chegando aos negócios e às empresas. Em breve, o Assistente também estará no seu carro, graças a uma integração com o Android Auto revelada há algumas semanas pelo Google, durante a CES.
Google Home pode ser usado em diferentes pontos da casa (imagem: Google)
Por tudo isso, não é demais pensar no Assistente como a próxima geração da clássica caixa de buscas do Google – uma versão que não está “presa” na sua tela, mas te segue onde você estiver e
funciona com ou sem um acompanhamento visual.
Essa distinção importa. Segundo uma nova pesquisa da consultoria Accenture, dois terços dos donos de alto-falantes inteligentes acabam usando menos os seus smartphones depois de comprar produtos como o Amazon Echo ou o Google Home – seja para entretenimento, fazer compras on-line ou buscar informações de forma geral. Quando você considera a afirmação da própria Google de que o uso global do Google Home no final de 2017 foi nove vezes maior do que no mesmo período do ano anterior, fica fácil ver por que a empresa está fazendo tudo o que pode para fazer valer os seus direitos neste novo campo em expansão.
Talvez seja por isso que tanto o Google quanto a Amazon praticamente “deram” os seus alto-falantes inteligentes nas festas de final de ano em 2017. Com preços bem mais baixos em dezembro, os analistas estimam que as empresas ficaram no zero a zero ou até mesmo perderam dinheiro com as vendas do Google Home e do Echo, respectivamente.
Mas a tática parece ter funcionado: o Google diz que vendeu, em média, “mais de um aparelho Google Home por segundo” desde o lançamento do Home Mini, enquanto que a Amazon afirma que o Echo Dot foi o produto mais vendido na sua loja on-line no final do ano, com “milhões” de unidades sendo despachadas para os consumidores.
Claramente, o objetivo das duas empresas vai além de conseguir apenas um lucro imediato com os gadgets: elas querem que as pessoas se envolvam com o ecossistema do assistente virtual e assim passem a usá-lo como a sua fonte principal de informações. A Amazon pode ter tido a vantagem de ser a primeira nessa corrida – mas o Google conta com algumas armas poderosas que ninguém consegue igualar, nem mesmo a Amazon.
Pense nisso: o Google possui um pacote de serviço amplamente utilizados – Gmail, Photos, Calendar e por aí vai – que se integram de forma simples e direta com o Assistente de maneiras significativas. A gigante também possui uma vasta e incomparável base de dados, tanto geral quanto personalizada (graças a todos esses serviços mencionados acima), e todas essas informações estão disponíveis para o Assistente e podem ser fornecidas instantaneamente sob demanda. Além disso, a companhia também conta com um verdadeiro exército de aparelhos Android e Chromebooks espalhados pelo mundo, sendo que muitos celulares com o sistema da empresa já contam com o Assistente, o que também deve acontecer em breve com os laptops que rodam Chrome OS. Em termos de alcance, ecossistema e valor resultante fornecido, é difícil ver a Amazon conseguindo acompanhar o Google com o passar do tempo.
Agora, em uma situação ideal, o Google gostaria que você usasse os sistemas da própria empresa além do Assistente? É claro que sim. Se você estiver no Android ou no Chrome OS, afinal de contas – e especialmente se você usar os produtos da empresa nessas plataformas – a gigante pode ter um maior controle sobre como os serviços são integrados com o seu aparelho e qual tipo de experiência que você tem.
Mas, como apontam os anúncio do Google na CES 2018, o objetivo da empresa ficou muito maior do que qualquer sistema operacional ou produto específico. A meta principal da companhia garante sua sobrevivência como a ferramenta de busca padrão do mundo – mesmo em um mundo em que os usuários não realizem buscas de maneira tradicional.
O foco todo do Google está no Assistente. E o uma vez essencial sistema operacional agora é apenas um dos muitos satélites rodando em volta dele.
Com o passar dos anos, o Facebook deixou de ser uma rede social apenas para conectar amigos, mas também unir marcas e seus consumidores. Conforme as
mudanças foram sendo aplicadas, a plataforma se tornou a ferramenta principal de interação entre produtos e serviços com os seus clientes.
Hoje, fica difícil controlar todas as páginas curtidas e personalizar o feed para visualizar apenas conteúdo de amigos. Mas, se depender de Mark Zuckerberg, isso
vai mudar em breve.
Em nota oficial , o CEO do Facebook revelou que a quantidade de vídeos e outros conteúdos de portais de notícias e negócios cresceu de forma drástica nos
últimos anos, e que nas próximas semanas ou meses os usuários passarão a ver menos conteúdo desse tipo.
O executivo ainda comenta que espera que o tempo que os usuários passam no Facebook seja mais válido e que a medida, a longo prazo, vai ser a melhor solução
para as empresas e a comunidade da rede social.
Zuckerberg só não informou, no entanto, como deve ficar a questão lucrativa da empresa, visto que a maior parte da renda do Facebook é obtida a partir de
anúncios.
A partir de agora, plataforma não irá mais levar em conta os nomes de usuários na conta do limite de 140 caracteres.
O limite de 140 caracteres é essencial para a existência do Twitter, mas a companhia percebeu o quanto isso pode ser irritante na hora de você organizar seus
pensamentos ao responder um post porque o usuário possui um nickname muito grande.
Por isso, a plataforma social decidiu que não irá mais contabilizar o nome de usuário na conta dos 140 caracteres, uma mudança que acaba de ser liberada para os
aplicativos do Twitter para iOS e Android e sua versão web.
Isso significa que os tuítes ficarão um pouco diferentes. Em vez de incluir o nome de usuário da pessoa para quem você está respondendo no próprio tuíte, o
Twitter mostrará o nome de usuário abaixo do seu texto. A novidade tornará os tuítes mais legíveis, especialmente quando as conversas incluem várias pessoas.
O Twitter também está lançando um recurso chamado “Responder para” (“Replying to”) para que você possa marcar ou desmarcar os nomes de usuário da pessoa
ou pessoas que você quer manter ou excluir da conversa.
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O diretor de produtos do Twitter, Sasank Reddy, afirmou em post no blog da empresa que a ferramenta foi criada com a resposta dos usuários em mente, e que “as
pessoas se engajaram mais em conversas no Twitter” nos testes com as novas respostas.
“Nosso trabalho não está finalizado - vamos continuar a pensar em como melhorar as conversas e tornar o Twitter mais fácil de usar”, explicou Reddy.










