Desafio Corrida de Unicórnios quer encontrar as startups brasileiras com potencial de mudar mercados tradicionais; Vencedoras irão para a Espanha
Startups que alcançam a façanha de superarem US$ 1 bilhão em seu valor de mercado são raras e, por essas e outras, que ganham o nome místico de "unicórnios".
Por aqui, poucas são aquelas que atingiram tal marca - 99, PagSeguro e, recentemente, a Nubank, estão entre elas. Hoje, no mercado, especula-se quem será o próximo unicórnio brasileiro e existe o debate para entender o porquê do Brasil não conseguir ser um grande celeiro de startups valiosas.
Com o objetivo de elencar as empresas com o maior potencial de mudar mercados tradicionais, o Grupo Padrão lançou a primeira edição da chamada "Corrida de Unicórnios", com uma série de etapas e cujo o prêmio final garantirá a participação da startup vencedora no "Consumidor Moderno Experience Summit", que neste ano acontece em Madri, Espanha.
A competição avaliará startups em três eixos: Varejo, Customer Experience e Inovação. Nesta categoria podem ser inscrever empresas que têm soluções nas seguintes áreas: Mobilidade, Fintechs, Healthtechs, HRtechs, Insurtechs, Educação, Construtechs, Lawtechs, Transformação Digital, Cidades Inteligentes, Logística, Robótica e soluções que ajudem companhias a aumentarem sua eficiência operacional. As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 6 de maio.
Como funcionará
Os participantes passarão por avaliações e bancas de pitches comandadas por executivos, especialistas e investidores. As startups que chegarem às semifinais terão a oportunidade de se conectar a grandes empresas e investidores nos principais eventos corporativos do País – BR Week, Whow! Festival de Inovação e Conarec.
Ao todo, serão sete etapas da Corrida, divididas em inscrição, pitches e semifinais de cada vertical de eixo. A grande final será entre 4 e 5 de setembro, no evento Conarec, onde seis startups finalistas, duas por vertical, se apresentarão. Os vencedores de cada categoria receberão uma viagem com tudo pago para Madri, com grandes executivos para participar do Consumidor Moderno Experience Summit.
Para mais informações sobre a Corrida de Unicórnios, clique aqui.
Às vezes nos acostumamos tão rápido com certas inovações tecnológicas que até nos esquecemos o quão "jovens" elas são. O YouTube, por exemplo, possui só 13 aninhos — ou seja, se ele fosse um ser humano, ainda seria menor de idade. E, no dia 23 de abril de 2005, por volta das 20h, o primeiro vídeo do serviço era publicado pelo seu próprio cofundador, o empreendedor Jawed Karim.
O clipe, intitulado "Me at the zoo", possuía apenas 19 segundos e estrelava o próprio Jawed no Zoológico de San Diego, cidade que até hoje abriga o quartel-general da plataforma. "Certo, então, eu estou aqui na frente dos elefantes", dizia o executivo. "O mais legal nesses caras é que eles têm umas trombas
muito, muito, muito grandes, e isso é legal. E, bom, isso é tudo o que eu tenho para falar", afirmava antes de desligar a câmera.
Obviamente, Jawed não tinha ideia de que, ao publicar tal gravação informal e de baixíssima qualidade, ele estaria revolucionando o mercado de entretenimento digital. Até o nascimento do YouTube, não havia nenhuma plataforma semelhante na web e era extremamente difícil compartilhar vídeos online — e, embora tenha ganhado alguns concorrentes nos últimos anos, o site continua sendo referência para esse tipo de conteúdo.
Como tudo começou
Há controvérsias a respeito dos motivos que inspiraram a criação do YouTube. Sabemos que a ideia partiu de três mentes que, até então, eram funcionários do PayPal: Jawed Karim, Steve Chen e Chad Hurley. Algumas teorias afirmam que o projeto surgiu depois que Chen e Hurley se sentiram na necessidade de compartilhar uns vídeos engraçados que eles haviam gravado em uma festa dentro de um apartamento; porém, Karim refuta tal versão.
De acordo com o "youtuber original", o que aconteceu foi que, em 2004, o grupo se sentiu frustrado com a dificuldade de encontrar vídeos de alguns eventos polêmicos — incluindo o famoso escândalo do Super Bowl XXXVIII, no qual, durante um show, o cantor Justin Timberlake acabou despindo sem querer o seio direito da cantora Janet Jackson. Surgia a necessidade de criar um espaço onde qualquer um poderia postar gravações.
Para trabalhar na ideia, o trio conseguiu um investimento de US$ 11,5 milhões da Sequoia Capital e alugou um escritório acima de uma pizzaria e um restaurante japonês em San Mateo. Embora o primeiro vídeo da plataforma tenha sido publicado em abril de 2005, o YouTube só foi disponibilizado em beta aberto no mês posterior (maio) e só foi efetivamente lançado com uma versão estável no dia 15 de novembro daquele ano.
Em julho de 2006, o YouTube já ostentava números impressionantes: eram 65 mil novos vídeos e 100 milhões de visualizações por dia. Esse sucesso absurdo chamou atenção da Google, que, em outubro de 2006, anunciou a compra do YouTube por US$ 1,65 bilhão no formato de ações. Em 2007, Hurley, que até então era o CEO da companhia, anunciou sua saída, preferindo manter-se apenas como conselheiro eventual.
À essa altura, Chen também já havia renunciado seu cargo de CTO. Curiosamente, Karim jamais foi um funcionário do YouTube — desde o começo do projeto, ele tinha concordado em atuar apenas como conselheiro, visto que seus estudos universitários lhe interessavam mais do que o projeto.
Fatos e números
"Me at the zoo" está disponível no YouTube até hoje, ostentando 48 bilhões de visualizações e 461 mil comentários. Trata-se do único clipe publicado por Karim na plataforma. Aliás, embora a gravação tenha sido a primeira do serviço, ela não foi a única a aparecer online no dia 23 de abril de 2005. Algum usuário identificado simplesmente como "mw" postou, poucas horas depois, o vídeo "My Snowboarding Skillz", retratando sua falta de habilidade no esporte em questão.
Acredite ou não, mas o primeiro vídeo a atingir a marca de um milhão de visualizações foi um comercial da Nike estrelando o jogador Ronaldinho, publicado na plataforma em novembro de 2005. O clipe original, infelizmente, não está mais no ar; porém, a marca em questão resolveu publicar uma edição remasterizada em seu novo canal em 2015, comemorando dez anos da data histórica. Confira:
Outra curiosidade histórica que vale a pena ser citada é o fato de que, em 2006, a empresa Universal Tube & Rollform Equipment, que na época era dona do domínio www.utube.com, chegou a entrar com um processo alegando que o endereço www.youtube.com era perigosamente parecido com o seu, o que estaria lhe causando situações inconvenientes. Obviamente, a disputa judicial nunca levou a fabricante a lugar algum.
Soluções em blockchain prometem revolução semelhante a trazida pela Internet; Contratos inteligentes usando a tecnologia levarão a uma nova forma de interação e serviços digitais
A blockchain é uma tecnologia que dá suporte às chamadas criptomoedas, com o Bitcoin como carro chefe, sendo parte essencial na maneira como este dinheiro digital é criado e transacionado. Por suas propriedades, porém, ela desponta com aplicações que ultrapassam em muito este novo mercado.
Em termos simples, a ferramenta é constituída de um mecanismo que envolve um banco de dados distribuído, espalhado em vários computadores, com a característica própria: uma vez inserido um determinado dado, não é mais possível apagá-lo ou modificá-lo. O acesso a essas informações, por sua vez, pode ser público ou restrito a um certo grupo.
O termo “dado”, neste caso, deve ser entendido como algo realmente abrangente: uma transação em moeda digital, uma foto das suas férias, um título de propriedade de um imóvel, um programa de computador, etc. Tudo que pode ser digitalizado é passível de ser inscrito de alguma forma em uma blockchain – ainda que resumidamente, mas indubitavelmente relacionada ao conteúdo original.
Como você se beneficiará do blockchain
As aplicações são inúmeras, desde a comprovação da existência de um documento digital em determinada data, por exemplo, até uma nota de rastreamento de um produto ou carga, passando por um contrato de venda ou um capítulo de um novo livro sendo escrito, registrado como prova de autoria, ou o uso dos chamados smart contracts (“contratos inteligentes”).
Estes “contratos” são armazenados em uma blockchain – sendo, portanto, virtualmente imutáveis, não podendo ser alterados de forma fraudulenta por partes mal intencionadas ou mesmo hackers – e têm as regras de transação e penalidades nele contidas, funcionando como um contrato do mundo analógico. No entanto, a diferença é que seu cumprimento (enforcement) é automático, não sendo necessário um terceiro que centralize as operações e/ou obrigue as partes envolvidas a realizarem as transações como previamente acertado. O “combinado” é sempre cumprido, e tais contratos terão muitas aplicações.
Por exemplo, um músico poderá vender e receber pela execução de suas composições sem necessidade de um intermediário como uma gravadora ou um site ou aplicativo com catálogo de músicas. Em outro tipo de uso, na IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas), dispositivos conectados diretamente à Internet poderão ter uma relativa autonomia usando estes contratos. Carros autônomos – eles estão chegando! - poderão apanhar um passageiro para uma viagem e debitar da conta do passageiro o valor da corrida, creditando em sua própria conta de moeda digital.
Quando seus sensores indicarem que o combustível está acabando, podem abastecer e pagar com o saldo da conta do veículo o valor do combustível – gasolina, eletricidade, etc. – diretamente ao posto de abastecimento, tudo usando os smart contracts, sem intervenção humana.
Mesmo sendo implementadas de forma transparente para o usuário – hoje, ninguém precisa entender de um protocolo TCP/IP para dar um like no Facebook - estas novas tecnologias prometem revolucionar o universo digital da mesma maneira que a Internet fez há aproximadamente vinte anos atrás. Por esta razão, esteja preparado!
*Marcelo Succi é professor da Faculdade de Engenharia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP)

A demanda de companhias aéreas pela tecnologia via satélite para fornecer wi-fi a aviões durante o voo desencadeou uma "corrida do ouro" entre fornecedores.
Isso gera oportunidades para uma vasta gama de companhias, como de satélite como a Viasat e Inmarsat, a de serviços de conectividade como Gogo, Global Eagle e Panasonic Avionics e de software e hardware como a Lufthansa Systems e Lufthansa Technik.
"É como um sentimento de corrida do ouro", disse Jan-Peter Gaense, chefe de produtos e soluções de experiência do consumidor da Lufthansa Systems, na feira comercial de interior de aeronaves em Hamburgo nesta semana.
Mas à medida que a competição por uma fatia do negócio se intensifica, Gaense prevê uma onda de fusões muito em breve, prevendo que das cerca de 17 companhias de conectividade que existem hoje, poucas vão sobreviver.
Algumas estão encontrando obstáculos. A Gogo começou oferecendo serviços ar-solo (ATG, na sigla em inglês), mas agora está oferecendo um serviço via satélite. A cliente American Airlines está desinstalando os sistemas da Gogo em favor da Viasat após problemas de performance com os sistemas mais antigos de ATG, o que pesará sobre a receita da Gogo neste ano.
"É competitivo, mas competitivo num mercado crescente. Isso te torna só mais ágil, te mantém no limite da inovação", disse o diretor de tecnologia da Gogo, Anand Chari, em Hamburgo.
A Gogo já está buscando como pode tornar seu hardware existente adequado para a próxima rodada de tecnologia, que pode ver satélites de órbita mais baixa entrando no jogo.
A companhia de satélites Inmarsat teve que cortar seu dividendo para que possa investir em wifi a bordo e suas ações foram atingidas pela preocupação de investidores de que o negócio não será tão lucrativo como esperado.
"Todos estão tentando pegar um pedaço", disse o diretor de tecnologia da Panasonic Avionics, David Bartlett.
Há dois anos, era lançado o Facebook Live, plataforma que possibilita o compartilhamento de momentos em tempo real na rede social de Mark Zuckerberg. De lá até aqui, foram mais de 3,5 bilhões de transmissões ao vivo em todo o mundo, juntando mais de 150 bilhões de reações vindas de quase 2 bilhões de espectadores.
Facebook Live
Foto: Canaltech
E o número só cresce! De 2016 até hoje, as transmissões diárias praticamente dobraram de um ano para o outro.
Para comemorar esse aniversário, trouxemos cinco dicas de uso do Facebook Live para você explorar os todos os recursos disponíveis dessa ferramenta que é tão útil para se aproximar dos seus seguidores:
Live With
O recurso Live With foi feito para você convidar seus amigos para se juntarem a você quando você faz uma transmissão ao vivo. Para usar o recusro, quando você iniciar uma transmissão, é só você selecionar um ou mais convidados entre seus contatos. Há a opção do modo retrato, que faz com que seu convidado apareça numa janelinha menor junto com seu vídeo, ou a opção de modo paisagem, que
faz com que você e seu amigo apareçam em janelas do mesmo tamanho, lado a lado.
Também há a opção de convidar pessoas ao longo da transmissão; para isso basta tocar no comentário feito na sua Live pelo amigo a ser convidado.
Efeitos e Filtros
Se a sua transmissão for feita a partir de um dispositivo móvel, você pode incluir efeitos divertidos, como máscaras e filtros disponíveis. Para experimentar, basta clicar no ícone que mostra uma varinha no canto inferior esquerdo da tela e um menu se abrirá. Nele, você pode encontrar diversos filtros e efeitos legais, incluindo máscaras de realidade aumentada que copiam seus movimentos e expressões faciais.
E dica quente para os artistas de plantão: ao selecionar o ícone do lápis, você pode desenhar em suas transmissões ao vivo!
No computador de mesa
O Facebook Live não está disponível apenas para os usuários mobile, não! Quem quer usar algum tipo de hardware externo, como webcams ou algum software de streaming, pode fazer live usando seu desktop. Para isso, é só clicar para iniciar uma publicação no Facebook e, no topo do feed de notícias, estará a opção "Vídeo ao vivo". É só criar uma descrição para o seu conteúdo Live, configurar quem terá acesso ao conteúdo e pronto!
Stories
Para clientes mobile, há a opção de fazer um vídeo ao vivo que aparecerá no seu Stories do Facebook, bastando clicar em "Adicionar história" e selecionar a opção "Ao Vivo". Quando terminar, você pode optar por deixar o conteúdo disponível por 24 horas, ou mesmo compartilhar o vídeo na sua timeline. Não compartilhar também é uma opção.
Grupos e Eventos
Sabia que é possível fazer uma Facebook Live dentro de páginas específicas de eventos ou de grupos? Para isso, basta estar participando do grupo ou evento desejado e, tanto pelo computador de mesa ou algum dispositivo móvel, iniciar a Live como se você fosse fazer alguma postagem no grupo ou evento. Apenas pessoas que estejam no grupo ou evento em questão poderão te ver, além da publicação do conteúdo depender da aprovação de administradores, em alguns casos.










