As propostas coincidem com bancos de dados biométricos de condenados inseridos no pacote anticrime apresentado hoje, 4, pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro
Tecnologia de reconhecimento facial a serviço da segurança pública. É a justificativa a favor de pelo menos três propostas legislativas que devem ganhar prioridade na pauta do Congresso Nacional em 2019. Uma delas deverá indicar compra de tecnologia chinesa.
As propostas coincidem com um dos pontos do pacote anticrime lançado nesta segunda-feira (4) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. É o que trata de banco de DNA (código genético) e de dados biométricos, incluindo reconhecimento facial, dos condenados por crimes dolosos (com intenção de cometer o delito).
Por isso, os autores das proposições querem assegurar prioridade na tramitação dessas matérias sobre reconhecimento facial, aproveitando um dos principais focos da campanha do presidente Jair Bolsonaro.
Um projeto de lei para o reconhecimento facial em locais públicos poderá ser apresentado nesta semana pelo estreante deputado fluminense e ex-delegado da Polícia Federal Felício Laterça, do PSL.
Ele é da legenda do presidente Jair Bolsonaro e que hoje conta com uma das maiores bancadas na Câmara, ao lado do PT.
O projeto sob avaliação de Laterça é inspirado na visita feita por ele, de 18 a 24 de janeiro à China, juntamente com outros 12 congressistas eleitos, a convite do governo chinês, visando negociação para a possível compra da tecnologia.
Uma visita técnica foi feita à CEC (China Electronics Corporation), um dos grandes grupos de eletrônicos do País. Pelas contas de Laterça, a proposta deve contar com o apoio de 20 dos 55 deputados do PSL.
Rio de Janeiro
De acordo com assessores dos defensores da proposta, a primeira capital para a instalação do sistema seria o Rio de Janeiro devido ao alto grau de violência ali verificado e motivo de intervenção federal em 2018.
O sistema consiste em câmeras especiais que podem ser usadas por policiais ou instaladas em estações de trem e metrô, aeroportos, vias públicas de grande movimento de pedestres e até em pontos estratégicos de comunidades dominadas por traficantes e milícias.
Atualmente, a China possui mais de 170 milhões de câmeras e pretende aumentar esse número para 400 milhões. Os equipamentos conseguem identificar rapidamente as características faciais da pessoa e enviá-la para um banco de dados. Ali, as informações são depuradas.
Além disso, a tecnologia permite verificar a idade e o gênero das pessoas e juntar as informações com a placa do carro. Dessa forma, é possível descobrir suas rotas mais frequentes, por exemplo.
Presídios
Essa proposta do deputado Laterça deverá ser apensada a dois projetos de lei em apresentados em 2018. Um dele é o Projeto de Lei nº 9736/2018 que exige reconhecimento facial dos presidiários, de autoria do ex-deputado Júlio Lopes (PP-RJ) e do deputado reeleito Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).
O outro é o Projeto de Lei nº 11140/2018, que exige a obrigatoriedade do
reconhecimento facial a todos os funcionários, prestadores de serviços e até advogados que visitam os presídios, de autoria do líder do PSL, o Delegado Valdir (GO).
Mais recente, apresentado em 5 de dezembro, o projeto do Delegado Valdir deverá gerar reação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que teme constrangimento para o exercício da profissão.
“Nossa intenção é incluir, na Lei de Execução Penal, a previsão para que essa identificação possa ser exigida, aumentando assim a segurança pela facilidade em fazer o levantamento da entrada e saída de pessoas dos estabelecimentos penais, melhorando também o controle sobre a população custodiada”, justificou o parlamentar.
Já na justificativa do PL 9736/2018, o ex-deputado Julio Lopes e Paulo Abi-Ackel apontam que a identificação criminal por reconhecimento facial já vem sendo adotada em outros países que passam por problemas em suas unidades prisionais e constitui-se em uma medida inovadora.
A idéia de uma nave espacial movida a vapor pode soar idiota, merecedora do selo da Agência Espacial Brasileira, mas se pararmos pra pensar não é algo tão sem-sentido quanto parece.
Muita gente acha que vapor, assim como biologia é coisa do Século passado, mas vapor ainda é fundamental. Poucas substâncias são tão versáteis, tão simples de produzir e tão energéticas. Sabe o quê não existiria sem vapor? Um submarino nuclear.
O mais avançado sistema de propulsão produzido pelo Homem nada mais é do que uma chapa quente pra esquentar uma chaleira. Uma usina nuclear é basicamente um sonho steampunk, o calor da reação nuclear esquenta água, produzindo vapor que é direcionado para uma turbina que gira, acionando um gerador e produzindo eletricidade.
No caso dos submarinos classe Tufão ela alimenta os motores elétricos, as luzes de bordo, unidades de dessalinização e o aquecimento da piscina de bordo, afinal comunistas também gostam de conforto.
Óbvio que nada espacial pode ser movido a vapor de forma convencional, imagine a quantidade de água que o Falcon 9 teria que levar, e a propulsão conseguida seria uma fração da necessária, mas há um caso em especial onde vapor faz sentido, e está sendo o foco do projeto WINE (World Is Not Enough), da Honeybee Robotics, da University of Central Florida e da Embry-Riddle Aeronautical University.
Eles visualizaram o problema de explorar satélites distantes, onde uma sonda leva anos para chegar. É inviável mandar robôs com rodas para terrenos que são impossíveis de atravessar, e mesmo quando a área é relativamente plana, a Opportunity percorreu 45Km em Marte, mas levou 14 anos pra fazer isso, até o Rubinho reclamaria.
Idealmente uma sonda em um satélite com baixa gravidade deveria pousar, sondar, fotografar e quando tivesse esgotado o interesse científico na área, decolar e pousar algumas dezenas ou centenas de quilômetros dali, em outra área geograficamente diversa.
O problema é que depois de alguns saltos ela esgotaria o combustível, mas o projeto da WINE resolve isso.
O conceito é simples (no papel): A sonda pousará na superfície do satélite, então no melhor estilo Kerbal começará a perfurar o solo, recolhendo a terra para um compartimento que através de processos físico-químicos retirará a água presente na amostra.
A água seria armazenada em uma unidade refrigerada, e aos poucos o tanque seria enchido. Quanto tivesse bastante água uma unidade de aquecimento criaria vapor sob pressão, que seria ejetado criando propulsão, levando a sonda para outro local e o ciclo se reiniciaria.
A energia para isso pode ser obtida por painéis solares ou termogeradores nucleares, no momento não importa, o importante é que o conceito já foi testado na prática, e funciona.
O projeto é tão sério que só a fase de modelar as equações e projetar os sistemas de propulsão levou três anos.
Em tempos em que o foguete futurista de Elon Musk se parece com uma nave espacial da ficção científica dos Anos 50, é bem apropriado que a esperança para alcance ilimitado nas sondas que explorarão os mundos de Júpiter (menos Europa) use... vapor.
E sim, há um vídeo do brinquedo:
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Lançado em setembro nos EUA pelo canal Lifetime, seriado passou praticamente despercebido até chegar ao serviço de streaming, que já confirmou nova temporada.
Disponível desde o final de dezembro no Netflix, a série “You” (Você) teve recentemente a sua segunda temporada confirmada pela plataforma de streaming após atingir números significativos no serviço. Mas as coisas não deram tão certo logo de cara para o programa.
Lançada originalmente em setembro de 2018 pelo canal Lifetime nos Estados Unidos, o seriado chegou a ser cancelado pela emissora norte-americana em dezembro, antes de chegar ao Netflix, conforme aponta uma reportagem recente do The New York Times.
Se tinha uma audiência relativamente baixa no canal pago, com algo em torno de 650 mil pessoas por episódio nos EUA, segundo o NYT, tudo mudou depois que o programa começou a ser distribuído pelo Netflix no último dia 26 de dezembro.
Nesta mesma época, logo depois do Natal, o produtor do programa, Greg Berlanti, que também é responsável por seriados como Riverdale, Arrow e Blindspot, começou a ser procurado por amigos e familiares. Eles queriam lhe dizer o quanto estavam gostando da sua “nova série”.
“Quase sempre é uma proporção direta com o quão jovens as pessoas são. Quanto mais novas, mais elas falam sobre o programa como se ele nunca tivesse existido antes de 26 de dezembro”, afirmou Berlanti em entrevista ao The New York Times.
Tanto que o Netflix já confirmou que irá assumir a produção de uma nova temporada de “You”, que caminha para atingir a marca de 40 milhões de assinantes em apenas um mês disponível na plataforma, conforme revelado recentemente pelo próprio serviço de streaming.
“A série foi de um dos programas menos assistidos em que trabalhei e tive mais orgulho de fazer – e estou escolhendo aqui acreditar nos números do Netflix – para se tornar no programa mais assistido em que já trabalhei em mais de 20 anos no mercado”, disse o produtor ao jornal.
Segundo a VP de conteúdo do Netflix, Bela Bajaria, “You” está se saindo bem em diferentes pontos pelo mundo, incluindo América Latina, França e Filipinas. “Na verdade, o programa foi bem em todas as regiões, e isso não acontece sempre.”
Programa será instalado nas câmeras de trânsito e de segurança instaladas nas ruas de Copacabana
O governo do estado do Rio de Janeiro escolheu Copacabana para instalar o programa de reconhecimento facial através das câmeras de trânsito e de segurança instaladas nas ruas do bairro. Com as imagens, será possível a Secretaria de Estado de Polícia Militar identificar pessoas que estejam com pedidos de prisão expedidos ou verificar placas de carros para saber se são roubados.
Segundo o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo de Lacerda, o programa de reconhecimento facial e de placas de veículos entrará em operação no carnaval e com ele será possível, por exemplo, registrar a presença de um criminoso ou de um carro roubado durante uma blitz ou em um bloco carnavalesco.
O sistema usará um software da empresa de telefonia Oi e as imagens serão transmitidas diretamente para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, região do central do Rio.
Lá, os operadores vão checar as informações enviadas com os bancos de dados da Polícia Civil, no caso de reconhecimento facial, e do Detran para as placas de carros.
O projeto que é uma parceria entre as secretarias de Polícia Militar e de Polícia Civil, Detran, Prefeitura do Rio de Janeiro e a Oi.
O porta-voz da secretaria, coronel Mauro Fliess, informou à Agência Brasil, que o programa vai usar câmeras que já operam nas ruas da região, mas haverá a instalação de novos equipamentos. A escolha dos locais será feita com a participação dos comandos do Batalhão e das unidades de Polícia Pacificadora (UPP), que funcionam em Copacabana.
De acordo com o coronel, a escolha de Copacabana foi uma opção estratégica do comando da corporação pela peculiaridade e pelo tamanho do bairro. O porta-voz reconheceu que também pesou na decisão, o fato de o bairro receber muitos turistas. Ele destacou que a administração estadual se juntou aos governos federal e municipal para nessas três esferas fazer um incremento na segurança turística do Rio.
“O turismo é o novo petróleo, é dali que o estado pode atrair divisas para sair da situação financeira que se encontra, então, já tem sido feito um esforço muito grande em toda a região turística e isso é um complemento para esse esforço”, destacou.
O coronel acrescentou que a intenção da secretaria é estender o projeto a outros bairros, embora ainda não tenha um calendário para isso. De acordo com o porta-voz, o custo inicial do projeto é zero, uma vez que a operadora de telefonia já tem contrato com os órgãos de segurança na instalação de programas de comunicação nos veículos das polícias.
“A Oi já é uma parceira do estado. Hoje, dá todo o suporte à telefonia 190 e toda a rede de dados da corporação. Esse custo já está agregado ao serviço que a Oi presta ao estado. Isso na realidade é o tráfego de dados”, completou.
Tablets
Na área de novas tecnologias, Figueredo, adiantou que vai funcionar na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, um outro projeto piloto. Policiais militares do 17º BPM vão usar um tablet para fazer o registro de ocorrências de baixo potencial ofensivo, que será enviado do local da ocorrência direto para 37ª DP (Ilha). A data para o início do funcionamento ainda será definida.
Segundo o coronel Mauro Fliess, o programa é restrito a casos como pequenos furtos, desentendimento entre vizinhos. O tempo para este tipo de registro será reduzido, por meio desta plataforma digital, de duas horas para 30 minutos.
“Não vai ter o deslocamento até a delegacia, é menos custo de combustível e vai permitir que o policial encerre a ocorrência mais rapidamente e esteja pronto para o policiamento preventivo, que é a missão constitucional dele”, ressaltou.
*Da Agência Brasil
Base massiva de e-mails e senhas foi publicada em popular site de hacking. Se o seu e-mail foi afetado, é bom alterar a sua senha
Cerca de 773 milhões de contas de e-mails únicos, além de 21 milhões de senhas, foram publicadas recentemente em um fórum público de hacking. O banco de endereços foi reportado inicialmente pelo pesquisador de segurança Troy Hunt, que mantém o popular site "Have I Been Pwned", que permite verificar se o seu e-mail ou senha foram comprometidos por algum vazamento em algum momento. E dado ao massivo vazamento as probabilidades de que o seu e-mail está lá são altas.
Caso você já tenha ficado um pouco paranoico até aqui, entre no site e digite o seu endereço e, bem, torça para ele não estar lá.
O que se sabe até agora sobre o Hack
Chamado de Collection #1, o vazamento é a maior da base de e-mails de Hunt. Isso porque tais números dizem respeito a e-mails únicos, ou o volume real do vazamento, tendo em vista que Hunt se deu ao trabalho de limpar o banco de dados buscando por contas duplicadas. Em sua forma "crua", a coleção tinha mais de 2,7 bilhões de linhas de e-mail, incluindo aí mais de um bilhão de combinações únicas de e-mails e senhas. O vazamento só não é pior aquele que afetou 3 bilhões de contas do Yahoo em 2003.
Segundo o relato de Hunt, uma série de pessoas entraram em contato com ele na semana passada para apontar uma base de 12 mil arquivos com um tamanho de 87GB publicado no site MEGA. Ele diz que os arquivos foram apagados da plataforma, mas que eles se mantiveram um popular fórum de hacking.
Mas e de onde vieram tais arquivos, afinal? Em seu post, Hunt diz que é difícil confirmar a origem do vazamento e, ao que parece, é um trabalho de agregação de outras brechas. Um post no forum encontrado reivindicava uma base de mais de 2000 vazamentos que continham senhas protegidas por hash que haviam sido quebradas.
À Wired, Hunt diz que mais se parecia uma coleção aleatória de sites puramente para maximizar o número de credenciais disponíveis para hackers.
O vazamento é grave?
Apesar de não incluir aparentemente nenhuma informação sensível no vazamento, como números de cartão de crédito ou dados pessoais, há algumas características que tornam o vazamento em questão preocupante. Cerca de 140 milhões de contas e mais de 10 milhões de senhas únicas que integram a tal Collection #1 não estavam na base de dados que Hunt já havia coletado anteriormente, o que significa que originam de vazamentos novos. Outra questão que Hunt acrescenta é que a base de e-mails e senhas não estava armazenada na penumbra da Dark Web, mas sim em um dos sites mais populares de armazenamento na nuvem, até que foi derrubado e depois em um fórum aberto de hacking.
O serviço Have I been Pwned também lançou um serviço que mostra se as senhas que você utiliza ou já utilizou já estiveram em algum vazamento de dados. Para checar se a senha é vulnerável, basta entrar neste site e digitá-la. Se ela se mostrar em algum histórico de vazamento, é melhor alterá-la.
Sergey Lozhkin, especialista em segurança da Kaspersky Lab, reforça que a lista massiva de dados coletados foi construída durante um longo período de tempo, portanto, alguns detalhes da conta provavelmente estarão desatualizados no momento. Entretanto, ele alerta para as práticas de segurança online.
"Não é segredo que, apesar da crescente conscientização do perigo online, as pessoas adotam as mesmas senhas e até mesmo as reutilizam em vários sites. Além disso, essa coleção pode ser facilmente transformada em uma única lista de e-mails e senhas: e tudo o que os invasores precisam fazer é criar um software relativamente simples para verificar se as senhas estão funcionando. As consequências do acesso à conta podem variar de phishing muito produtivo, pois os criminosos podem enviar automaticamente e-mails infectados para a lista de contatos da vítima, até ataques projetados para roubar toda a identidade digital ou dinheiro da vítima ou comprometer os dados da rede social”, explicou.
O que você deve fazer
> Verifique se sua conta de e-mail foi exposta online acessando https://haveibeenpwned.com/;
> Use senhas fortes para suas contas mais importantes ou confidenciais (como internet banking, pagamento online ou redes de mídia social) e altere-as regularmente
> Considere mudar para um gerenciador de senhas. Dessa forma, você só precisa lembrar de uma senha mestra que desbloqueia o cofre seguro com suas outras senhas.
> Implementar autenticação de dois fatores sempre que possível.










